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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

POKEMON GO É PECADO?

sábado, 13 de agosto de 2016

SEMANA DA FAMILIA CONTINUA EM OFICINAS



LITURGIA DO DIA DOS PAIS 14 AGOSTO 2016


Sinal de Contradição

O Evangelho de Lucas, que meditamos nesse ano litúrgico,
apresenta caminhada de Jesus para Jerusalém.
É um itinerário espiritual, ao longo do qual
Jesus vai educando seus discípulos e alertando
sobre as consequências no seguimento fiel ao Mestre.
O profeta sempre foi e sempre será um sinal de contradição.
As Leituras ilustram essa verdade.

1. A 1ª Leitura propõe o exemplo de JEREMIAS,
que foi escolhido por Deus para anunciar uma mensagem dura,
contrária à opinião do rei e dos generais do exército. (Jr 38,4-6.8-10)

No ano 587, os Babilônios suspenderam o cerco a Jerusalém
para enfrentar a ameaça do Egito. Os judeus consideram eliminado o perigo.
Jeremias, em nome de Deus, falou o que as autoridades não queriam ouvir:
Era melhor fazer um acordo, para não morrer à espada ou de fome.
Jeremias foi então perseguido, colocado numa cisterna,
onde deveria morrer de fome.
Mas Deus o libertou das mãos dos seus inimigos.
Os profetas sempre incomodam e são perseguidos.

A 2ª Leitura nos alerta a permanecermos firmes em todas as provações,
para superarmos com galhardia todas as dificuldades,
como os atletas numa competição. (He 12,1-4)

No Evangelho, Jesus está a caminho de Jerusalém.
É uma viagem teológica e de julgamento,
na qual Jesus lança desafios a quem deseja segui-lo. (Lc 12,49-53)
À medida que caminhamos com ele, purificamos nosso olhar
e direcionamos nossos passos no caminho  certo.
Não devemos ter medo das divisões provocadas pela sua palavra.

+ A Palavra de Cristo é sinal de divisão:
Os profetas tinham anunciado que o Reino de Deus
como um tempo de paz, bem-estar, de alegria;
um tempo de fraternidade universal.
Como concordar isso com as palavras de Jesus do evangelho de hoje?
"Pensais que eu vim trazer a paz à terra? Não, digo-vos, mas a divisão".

+ O Anúncio da verdade suscita oposição.
Jesus pede uma opção pessoal consciente, que assume os riscos,
inclusive a rejeição dos familiares, para pertencer à nova família,
cujo laço de unidade não é o sangue, mas o compromisso com a Palavra.
É nesse sentido que Jesus traz divisão.
Ela não é essência do seu projeto e sim consequência.
Jesus que caminha exige opções maduras e consequentes.
É estranho que a fé em Cristo crie inimigos, ponha obstáculos.
Isso é a realidade, porque o amor e a verdade têm na cruz o seu preço.
Não há amor verdadeiro que não acarrete sofrimento,
não há verdade que não fira.

O profeta é aquele que anuncia a verdade profunda dos fatos.
Uma vez que a realidade dos fatos é a ação imprevisível de Deus,
que move para a liberdade, suscita ela sempre no homem
a dúvida, o medo do risco, a oposição,
pelos quais se manifestam o orgulho e o pecado.
Da verdade nasce a incerteza, porque o homem prefere a segurança
da prudência humana ao abandono à imprevisibilidade de Deus.

+ Escolher Cristo é angariar inimigos
O cristão, ao se pôr do lado de Cristo, entra, por isso mesmo, na luta.
Não pode considerar-se nem conservar-se um neutro.
Através história da humanidade transparece a vontade
de comunhão, de esforço, de colaboração do cristão,
mas seu plano de libertação não podem deixar de suscitar
dissensões na família, entre os amigos, na sociedade,
impor opções que impedem a tranquilidade de muitos.
Isto é inevitável porque é sobre os valores e os significados
que estão em jogo a luta e a vida, e é sobre esses significados
que se faz a comunhão ou surgem as oposições.
Os homens se dividem em grandes grupos geográfico e sociais,
mas o que os distingue realmente e os opõe
é a concepção que têm do devir humano,
o modo de enfrentar os graves problemas que se impõem a todos:
a injustiça, a liberdade, as prioridades e responsabilidades sociais...

+ O cristão supera a divisão com o amor gratuito
O cidadão do reino está em paz com quem, como ele,
aceita a própria morte para que o outro viva,
entra em comunhão com quem vive na esperança.
Mas estará separado de quem não busca a verdade, o amor e a justiça,
e experimentará a realidade das palavras de Cristo:
"Pensais que vim trazer a paz à terra? Não, digo-vos, mas a divisão".
Ele, porém, supera a divisão com o amor.
Mesmo que sua palavra e a sua ação criem divisões e oposições,
ele não paga o mal com o mal, mas sabe vencer o mal com o bem.
Retribui o ódio com o amor.
- Que tipo de Igreja somos hoje? Profética como Jesus e Jeremias?
- Que tipo de cristãos somos nós?   De conveniência, de tradição
  ou conscientes, consequentes e participantes?


Aos PAIS que testemunham o Bem e a Verdade, a nossa eterna gratidão!... (FONTE B N AGUAS)