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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

DOMINGO 25/09/2016 LITURGIA COMENTADA

LITURGIA DE 25 DE SETEMBRO DE 2016 – DOMINGO

Celebramos nesta semana (dia 30) o Dia da BÍBLIA.
E o lugar privilegiado para ler e acolher a Palavra de Deus
é a Comunidade na celebração dominical.

A Liturgia de hoje convida a ver os bens desse mundo,
como dons que Deus colocou em nossas mãos,
para que administremos, com gratuidade e amor.

Na 1ª Leitura: o Profeta AMÓS denuncia severamente
os ricos e poderosos do seu tempo,
que viviam no luxo e na fartura, explorando os pobres,
insensíveis diante da miséria e da desgraça de muitos.
O Profeta anuncia que Deus não aprova essa situação.
O castigo chegará em forma de exílio em terra estrangeira. (Am 6,11-16)

* As denúncias de Amós são ainda hoje atuais!
- Povos gastando fortunas matando gente em guerra,
  enquanto outros morrem de fome por não ter o que comer.
- Quantos vivem na abundância, enquanto muitos morrem de fome e na miséria.
- Quantos satisfazem seus caprichos, sacrificando até seus familiares...

Na 2ª Leitura, Paulo denuncia a cobiça,
"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males". (1Tm 6,10-16)

No Evangelho, temos o julgamento de Deus sobre a distribuição das riquezas.

A Parábola do homem Rico e do pobre Lázaro (Lc 16,19-31) tem três quadros:
  - A Situação de vida do Homem rico e do Pobre "Lazaro".
  - A mudança de cena para ambos após a morte...
  - Um DIÁLOGO entre o rico e Abraão,
      > Proposta: "Pai Abraão, se alguém entre os mortos
         for avisar meus irmãos, certamente vão se converter..."
     > Resposta: "Se não escutam a Moisés, nem aos profetas,
        mesmo se alguém ressuscitar dos mortos, não acreditarão..."

A morte de ambos reverte a situação:
quem vivia na riqueza está destinado aos "tormentos",
quem vivia na pobreza se encontra na paz de Deus.
É uma Catequese sobre escatologia,
antecipa o amanhã para que valorizemos o presente.
O rico não é condenado por ser rico, mas porque prescinde de Deus.
O pobre se salva porque está aberto para Deus e espera a Salvação.
A pobreza não levou Lázaro ao céu, mas a humildade,
e as riquezas não impediram o rico de entrar no seio de Abraão,
mas seu egoísmo e a pouca solidariedade com o próximo.

* Na Parábola, o pobre tem "nome", o rico não...
   Em nossa Comunidade, os pobres têm nome?

+ "Escutem Moisés e os profetas!":
    Essa advertência tem um significado todo especial no mês da BÍBLIA.
  
A expressão "Moisés e os Profetas", no tempo de Jesus, significava a Bíblia.
Por isso, Jesus queria dizer que não estamos precisando
de aparições duvidosas do além, de videntes ou prodígios milagrosos...
A BÍBLIA é a única Revelação segura que todo cristão deve acreditar...
Ela é suficiente para iluminar o nosso caminho.
Seguindo essa Luz, encontraremos, aqui na terra, a solidariedade, a fraternidade  e, na outra vida, acolhida na casa de Deus, um lugar junto de Abraão.

Essa Palavra de Deus, podemos encontrá-la:
Na Catequese... na Liturgia... na Leitura Orante da Bíblia...
nos Grupos de Reflexão, nos Cursos de formação... na Leitura pessoal...

+ Quem são os LÁZAROS hoje?
Ainda hoje quantos ricos esbanjam na fartura, enquanto pobres "Lázaros" continuam privados até das migalhas que sobram...
Creio que os vemos diariamente nas ruas e na televisão...
Escutar Moisés, os Profetas, o Evangelho
favorece o desapego e abre os olhos às necessidade dos irmãos.

O Documento de Santo Domingo afirma:
"O crescente empobrecimento a que estão submetidos
  milhões de irmãos nossos, que chega a intoleráveis extremos de miséria,
  é o mais devastador e humilhante flagelo que vive a América Latina" (179).

No Brasil: O Salário mínimo irrisório... A aposentadoria miserável...
enquanto outros recebem supersalários... e inúmeros desvios...

No Brasil, milhões de Lázaros nos indicam o caminho da salvação...
- Se nos abrirmos ou não a eles...
- Se nos colocarmos ou não a serviço de sua libertação.

+ E conclui com uma ADMOESTAÇÃO:
   "Há um abismo que nos separa... e não haverá mais volta..."
    Após a morte, a situação se torna irreversível.

+ Como superar esse abismo que nos separa?
    Abismo que não foi construído por Deus, mas pelos homens...
    abismo que começa agora... e se prolonga no além...

    A EUCARISTIA é um grande meio para vencer esse abismo,
    desde que seja sempre uma verdadeira COMUNHÃO...     
       - que inicia AGORA (na Igreja, na família, na sociedade) e

       - se prolonga por toda a ETERNIDADE junto de Deus. (B N AGUAS)

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

EVANGELHO DE 18 SETEMBRO COMENTADO

 Liturgia de domingo
dia 18 de setembro 2016

Vivemos numa sociedade globalizada,
em que o dinheiro parece mandar em tudo e
é procurado a qualquer custo.
Para muita gente, ter dinheiro significa poder e prestígio...
Qual deve ser a atitude cristã diante das riquezas?     

Na 1a Leitura, Amós denuncia os ricos comerciantes do seu tempo,
que exploravam nas mercadorias e nos preços os pobres camponeses.
Nem respeitavam os "dias santos" para celebrar e descansar.
O Profeta os adverte que Deus não ficará impassível diante disso:
"Não esquecerei nenhum de vossos atos..." (Am 8, 4-7)

* Essa exploração descrita por Amós não é um fato apenas do passado.
É uma realidade que os pobres conhecem muito bem ainda hoje.
A exploração e o lucro desmedido não fazem parte do projeto de Deus...

Na 2ª Leitura, Paulo convida a elevar ao céu "mãos puras",
numa oração universal, em favor de todos os homens.
A oração só tem sentido se for expressão de uma vida de comunhão,
com Deus e com os irmãos. (1Tm 2,1-8)

No Evangelho, Cristo convida a conseguir a verdadeira liberdade,
servindo a Deus e não ao dinheiro. (Lc 16,1-13)

Ilustra com a Parábola do ADMINISTRADOR infiel, que ao ser despedido, reduz o valor da dívida dos devedores para garantir futuros amigos.

À primeira vista, poderia dar a impressão de que Jesus
elogia a desonestidade e a corrupção do administrador.
Para compreender o ensinamento do Mestre, devemos nos situar no tempo.
Naquela época, os administradores deviam entregar ao empresário
uma determinada quantia; o que conseguissem a mais ficava com eles.
O que fez o administrador? Renunciou ao que lhe cabia nos negócios.
Ele entendeu que, no futuro, mais do que dinheiro, precisava de amigos.
Por isso, renunciou ao dinheiro, para conquistar amigos.

* A "esperteza" do administrador revela a criatividade,
que falta aos "filhos da luz".
Devemos também usar essa "esperteza"
para tornar sempre atual a mensagem de Cristo.

A Busca desenfreada pelo dinheiro continua...
O dinheiro é o deus de muita gente, que está disposta a tudo
desde que faça crescer a conta bancária.
- Para ganhar mais dinheiro, há quem trabalha
  doze ou quinze horas por dia, num ritmo de escravo,
  e esquece de Deus, da família, dos amigos e até própria de saúde;
- por dinheiro, há quem vende a sua dignidade, a sua consciência e
  renuncia a princípios em que acredita;
- por dinheiro, há quem não tem escrúpulos
  em sacrificar a vida ou o nome dos seus irmãos;
- por dinheiro, há quem é injusto, explora os operários,
  se recusa a pagar um salário justo...  

  Talvez nunca cheguemos a estes casos extremos;
  mas, até onde seríamos capazes de ir, por causa do dinheiro?
  A adoração ao "deus dinheiro" não é o caminho mais seguro
  para construir valores duradouros, geradores de vida e de felicidade.

* Jesus não quer dizer que o dinheiro seja uma coisa desprezível e imoral,
   do qual devamos fugir a todo o custo.

O dinheiro é necessário para uma vida com qualidade e dignidade…
Mas ele não pode se tornar uma obsessão, uma escravidão,
pois não nos assegura (e muitas vezes até perturba)
a conquista dos valores duradouros e da vida plena.
O Dinheiro é um "ídolo tirano", que nos escraviza e
nos torna insensíveis a Deus e às necessidades dos outros.

+ Jesus conclui com sentenças sobre o bom uso das riquezas:

- "Ninguém pode servir a DOIS SENHORES... a Deus e ao Dinheiro..."
  * Deus e o dinheiro representam mundos contraditórios...
     Os discípulos são convidados a fazer a sua escolha
     entre o Mundo do DINHEIRO (de egoísmo, interesses, exploração, injustiça)  
     e o Mundo do AMOR (da doação, da partilha, da fraternidade).

- As riquezas não devem ser obstáculo à Salvação,
  mas um meio para fazer amigos "nas moradas eternas."
  Um instrumento de Comunhão entre as pessoas, de amizade, de igualdade...
  Não servir ao dinheiro, mas nos servir do dinheiro
  para servir a Deus e aos irmãos...

- Honestidade tanto nos grandes como pequenos negócios,
  porque quem é fiel no pouco, também é fiel no muito,
  quem é infiel no pouco, também é infiel no muito.
  Quem não é fiel nas riquezas terrenas (no pouco),
  também não é fiel nas riquezas eternas (no muito).

Qual é a nossa atitude diante dos bens terrenos?
Só Deus é o dono de tudo o que existe...
Nós somos apenas administradores...

A qualquer momento, Cristo poderá também nos dizer:

"Presta conta da tua administração!" - Como estamos administrando? Já garantimos a nossa morada eterna?  (B N AGUAS)

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Comentário da liturgia do dia 11 de setembro de 2016

De Braços Abertos

A Mensagem bíblica da Liturgia de hoje nos fala
da grande MISERICÓRDIA de Deus,
que está sempre de braços abertos
para acolher os pecadores arrependidos.

A 1ª Leitura mostra a MISERICÓRDIA de Deus para com o Povo infiel.
Após ter recebido inúmeros favores de Deus na Libertação do Egito,
o Povo se afasta do caminho da Aliança e adora um bezerro de ouro.
Moisés intercede. Deus perdoa e desiste de castigar. (Ex 32,7-11.13-14)

* O BEZERRO DE OURO não pretende ser um novo deus,
mas uma "imagem" de Javé, o que era proibido,
para salvar a transcendência de Javé e
evitar os símbolos e imagens dos cultos pagãos...

Na 2ª Leitura: PAULO fala da MISERICÓRDIA de Deus para com ele:
Recorda o seu passado de perseguidor violento da Igreja.
Mas, pela graça e misericórdia de Deus, tornou-se um Apóstolo...
E hoje manifesta toda a sua alegria e gratidão
pelo que a graça e a misericórdia de Deus fez nele... (1Tm, 1,12-17)

No Evangelho: Jesus fala da MISERICÓRDIA de Deus
para com os Pecadores: (Lc 15,1-32)

- Na Introdução, os fariseus criticam Cristo
  porque "acolhe gente de má fama e come com eles..."
- Essa crítica provoca a Resposta de Jesus
  com as TRÊS PARÁBOLAS DA MISERICÓRDIA
  que ilustram a atitude misericordiosa de Deus para com os pecadores,
  - A Ovelha perdida - A Moeda perdida - O Filho pródigo (perdido)

+ Elas destacam a Alegria e a Festa, por que foi achado o que estava perdido.
   A alegria é tão grande, que precisa ser partilhada com os outros;
   Precisa festejar, tamanha é a felicidade.

+ Elas nos apresentam também Três Realidades:

1. A Existência do PECADO:

Apesar da tendência generalizada que nega qualquer forma de pecado,
devemos sustentar a existência do Pecado:
Nas leituras de hoje, encontramos vários exemplos:
- A IDOLATRIA dos judeus...
- A PERSEGUIÇÃO de Paulo
- A Atitude de INJUSTIÇA do Filho pródigo para com o Pai e
   a vida desordenada com meretrizes...
- A negativa de PERDÃO do irmão mais velho...
- O PURITANISMO dos fariseus e escribas, que murmuravam...
2. A MISERICÓRDIA de Deus:

- O Pai respeita a liberdade do filho,
  mesmo quando busca a felicidade por caminhos errados...
  Continua a amar e a esperar o seu regresso. E quando volta...
- Corre ao encontro, mesmo antes do filho pedir perdão...
- O Beijo revela o perdão, a acolhida, a alegria...
- A veste: manifesta que devolve a dignidade... uma vida nova
- O anel: simboliza o poder... é recebido "como filho", não como empregado...
- As sandálias: são próprias do homem livre, não do escravo...
- Festeja com a alegria o retorno.

* É a atitude de Deus para com os filhos afastados...
   O Filho desprezou sua dignidade de filho,
   o Pai nunca abandonou seu amor de Pai.
- Por que será que o filho mais novo quis ir embora?
  Porque desejava uma vida liberdade, longe dos olhos e controle do pai.
  ou porque o comportamento do seu irmão
  tornava a vida pesada e insuportável naquela casa?

3. A CONVERSÃO do pecador.

O Pecado existe, é uma ação humana que se opõe a Deus.
Todo pecado é uma ofensa a Deus...
Mas a misericórdia de Deus é maior do que todos os nossos pecados...

Contudo supõe uma atitude de retorno: CONVERSÃO.
Assim entenderemos a preferência de CRISTO pelos pecadores,
que humildemente reconheciam suas culpas e
procuravam sinceramente uma conversão.
E compreenderemos também as censuras de Jesus aos fariseus,
representados na Parábola pelo filho mais velho, que não aceita perdoar...

Todos nós somos pecadores... quem mais e quem menos..
A Igreja não é feita de santos, mas de pecadores perdoados...
- A Liturgia afirma: "Somos povo santo e pecador..."
- S. Paulo: "Jesus veio salvar os pecadores e eu sou o primeiro deles". (1Tm 1,15)

+ As Parábolas da misericórdia nos revelam um Deus que ama todos.
As transgressões dos filhos não anulam o Amor do Pai.
Se essa é a atitude de Deus, qual deve ser a nossa
para com aqueles que se afastaram de Deus e da Comunidade?  
A Atitude de Cristo ou a dos fariseus? Do Pai ou do Filho mais velho?
Como viver a misericórdia em nossa Vida, em nossa Família?

Renovemos a nossa fé em Deus, Pai de bondade e misericórdia,

e fiquemos de BRAÇOS ABERTOS também para nossos irmãos. (B N AGUAS)