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segunda-feira, 13 de maio de 2013

LITURGIA DO DOMINGO DE PENTECOSTES 2013


O tema deste domingo é, evidentemente, o Espírito Santo. Dom de Deus a todos os crentes, o Espírito dá vida, renova, transforma, constrói comunidade e faz nascer o Homem Novo.
O Evangelho apresenta-nos a comunidade cristã, reunida à volta de Jesus ressuscitado. Para João, esta comunidade passa a ser uma comunidade viva, recriada, nova, a partir do dom do Espírito. É o Espírito que permite aos crentes superar o medo e as limitações e dar testemunho no mundo desse amor que Jesus viveu até às últimas consequências.
Na primeira leitura, Lucas sugere que o Espírito é a lei nova que orienta a caminhada dos crentes. É Ele que cria a nova comunidade do Povo de Deus, que faz com que os homens sejam capazes de ultrapassar as suas diferenças e comunicar, que une numa mesma comunidade de amor, povos de todas as raças e culturas.
Na segunda leitura, Paulo avisa que o Espírito é a fonte de onde brota a vida da comunidade cristã. É Ele que concede os dons que enriquecem a comunidade e que fomenta a unidade de todos os membros; por isso, esses dons não podem ser usados para benefício pessoal, mas devem ser postos ao serviço de todos.

EVANGELHO – Jo 20,19-23

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana,
estando fechadas as portas da casa
onde os discípulos se encontravam,
com medo dos judeus,
veio Jesus, colocou Se no meio deles e disse lhes:
«A paz esteja convosco».
Dito isto, mostrou lhes as mãos e o lado.
Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
Jesus disse lhes de novo:
«A paz esteja convosco.
Assim como o Pai Me enviou,
também Eu vos envio a vós».
Dito isto, soprou sobre eles e disse lhes:
«Recebei o Espírito Santo:
àqueles a quem perdoardes os pecados ser lhes ão perdoados;
e àqueles a quem os retiverdes serão retidos».

AMBIENTE

Este texto (lido já no segundo domingo da Páscoa) situa-nos no cenáculo, no próprio dia da ressurreição. Apresenta-nos a comunidade da nova aliança, nascida da acção criadora e vivificadora do messias. No entanto, esta comunidade ainda não se encontrou com Cristo ressuscitado e ainda não tomou consciência das implicações da ressurreição. É uma comunidade fechada, insegura, com medo… Necessita de fazer a experiência do Espírito; só depois, estará preparada para assumir a sua missão no mundo e dar testemunho do projecto libertador de Jesus.
Nos “Actos”, Lucas narra a descida do Espírito sobre os discípulos no dia do Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa (sem dúvida por razões teológicas e para fazer coincidir a descida do Espírito com a festa judaica do Pentecostes, a festa do dom da Lei e da constituição do Povo de Deus); mas João situa no anoitecer do dia de Páscoa a recepção do Espírito pelos discípulos.

MENSAGEM

João começa por pôr em relevo a situação da comunidade. O “anoitecer”, as “portas fechadas”, o “medo” (vers. 19a): é o quadro que reproduz a situação de uma comunidade desamparada no meio de um ambiente hostil e, portanto, desorientada e insegura. É uma comunidade que perdeu as suas referências e a sua identidade e que não sabe, agora, a que se agarrar.
Entretanto, Jesus aparece “no meio deles” (vers. 19b). João indica desta forma que os discípulos, fazendo a experiência do encontro com Jesus ressuscitado, redescobriram o seu centro, o seu ponto de referência, a coordenada fundamental à volta do qual a comunidade se constrói e toma consciência da sua identidade. A comunidade cristã só existe de forma consistente se está centrada em Jesus ressuscitado.
Jesus começa por saudá-los, desejando-lhes “a paz” (“shalom”, em hebraico). A “paz” é um dom messiânico; mas, neste contexto, significa sobretudo a transmissão da serenidade, da tranquilidade, da confiança, que permitirão aos discípulos superar o medo e a insegurança: a partir de agora, nem o sofrimento, nem a morte, nem a hostilidade do mundo poderão derrotar os discípulos, porque Jesus ressuscitado está “no meio deles”.
Em seguida, Jesus “mostrou-lhes as mãos e o lado”. São os “sinais” que evocam a entrega de Jesus, o amor total expresso na cruz. É nesses “sinais” (na entrega da vida, no amor oferecido até à última gota de sangue) que os discípulos reconhecem Jesus. O facto de esses “sinais” permanecerem no ressuscitado indica que Jesus será, de forma permanente, o Messias cujo amor se derramará sobre os discípulos e cuja entrega alimentará a comunidade.
Vem depois a comunicação do Espírito. O gesto de Jesus de soprar sobre os discípulos reproduz o gesto de Deus ao comunicar a vida ao homem de argila (João utiliza, aqui, precisamente o mesmo verbo do texto grego de Gn 2,7). Com o “sopro” de Deus de Gn 2,7, o homem tornou-se um “ser vivente”; com este “sopro”, Jesus transmite aos discípulos a vida nova e faz nascer o Homem Novo. Agora, os discípulos possuem a vida em plenitude e estão capacitados – como Jesus – para fazerem da sua vida um dom de amor aos homens. Animados pelo Espírito, eles formam a comunidade da nova aliança e são chamados a testemunhar – com gestos e com palavras – o amor de Jesus.
Finalmente, Jesus explicita qual a missão dos discípulos (ver. 23): a eliminação do pecado. As palavras de Jesus não significam que os discípulos possam ou não – conforme os seus interesses ou a sua disposição – perdoar os pecados. Significam apenas que os discípulos são chamados a testemunhar no mundo essa vida que o Pai quer oferecer a todos os homens. Quem aceitar essa proposta será integrado na comunidade de Jesus; quem não a aceitar continuará a percorrer caminhos de egoísmo e de morte, isto é, de pecado. A comunidade, animada pelo Espírito, será a mediadora desta oferta de salvação.

ATUALIZAÇÃO

Para a reflexão, considerar as seguintes coordenadas:

  • A comunidade cristã só existe de forma consistente, se está centrada em Jesus. Jesus é a sua identidade e a sua razão de ser. É n’Ele que superamos os nossos medos, as nossas incertezas, as nossas limitações, para partirmos à aventura de testemunhar a vida nova do Homem Novo. As nossas comunidades são, antes de mais, comunidades que se organizam e estruturam à volta de Jesus? Jesus é o nosso modelo de referência? É com Ele que nos identificamos, ou é num qualquer ídolo de pés de barro que procuramos a nossa identidade? Se Ele é o centro, a referência fundamental, têm algum sentido as discussões acerca de coisas não essenciais, que às vezes dividem os crentes?

     
  • Identificar-se como cristão significa dar testemunho diante do mundo dos “sinais” que definem Jesus: a vida dada, o amor partilhado. É esse o testemunho que damos? Os homens do nosso tempo, olhando para cada cristão ou para cada comunidade cristã, podem dizer que encontram e reconhecem os “sinais” do amor de Jesus?

     
  • As comunidades construídas à volta de Jesus são animadas pelo Espírito. O Espírito é esse sopro de vida que transforma o barro inerte numa imagem de Deus, que transforma o egoísmo em amor partilhado, que transforma o orgulho em serviço simples e humilde… É Ele que nos faz vencer os medos, superar as cobardias e fracassos, derrotar o cepticismo e a desilusão, reencontrar a orientação, readquirir a audácia profética, testemunhar o amor, sonhar com um mundo novo. É preciso ter consciência da presença contínua do Espírito em nós e nas nossas comunidades e estar atentos aos seus apelos, às suas indicações, aos seus questionamentos. (Fonte: Dehonianos)

domingo, 12 de maio de 2013

quinta-feira, 9 de maio de 2013

PADRE ALOISIO BOEING, SCJ : MAIS UM FILHO DE VARGEM DO CEDRO CANDIDATO À BEATIFICAÇÃO, JUNTAMENTE COM A BEATA ALBERTINA (filha da mesma paróquia)



A Congregação dos padres do Sagrado Coração de Jesus, a Fraternidade Mariana do Coração de Jesus e a Diocese de Joinville têm a honra de convidá-lo (a) para a missa solene de abertura de abertura do Processo de beatificação do Servo de Deus Padre Aloísio Boeing, scj e instalação do Tribunal para a Causa.
Local: Catedral São Franscisco Xavier – JOINVILLE - SC
Dia: 17 de maio
Horário: 19 horas
Endereço: Rua do Príncipe, 746 - Centro/Joinville

ENTENDA O PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO

Com tantos testemunhos de fieis que afirmam ter alcançado graças através do sacerdote (leia algumas histórias nas páginas x, xx, xx), as irmãs da Fraternidade não tiveram dúvidas de começar a trilhar o longo caminho para que o padre seja considerado santo oficialmente pela Igreja. Na verdade, é o povo e seus testemunhos que fazem o santo, mas foi a Fraternidade Mariana do Coração de Jesus, na pessoa da coordenadora Ir. Neide E. Girolla, com apoio e ajuda dos padres do Sagrado Coração de Jesus, que encaminhou o pedido de abertura do Processo de Beatificação para dom Irineu Roque Scherer.
Para o início da abertura de um Processo de Beatificação a Igreja pede que se espere até cinco anos depois do falecimento do candidato a santo. A partir daí, iniciam as etapas. Confira o que já foi concluído e o que ainda está por vir no processo de beatificação do Pe. Aloísio Boeing:
Nihil Obsta
A Congregação para a Causa dos Santos, órgão da Cúria Romana, aprovou no dia 28 de fevereiro de 2013, o Nihil Obstat (Leia-se: “Nada impede”) para abertura do Processo de Beatificação do Padre Aloísio Sebastião Boeing, scj.

Libelo (ou Pedido)
Depois de cinco anos da morte do candidato a santo, persistindo a manifestação popular de devoção a essa pessoa, o bispo da diocese onde morreu o candidato autoriza a abertura do processo, com o levantamento da biografia, que é enviada ao Vaticano. No caso do padre Aloísio S. Boeing, essa documentação chamada de Libelo (ou pedido), assinado no dia 10 de fevereiro de 2012, por dom Irineu Roque Scherer, bispo da Diocese de Joinville, foi levada em mãos pelo Postulador da Causa, o Dr. Paolo Vilotta, a Roma, e entregue para a Congregação da Causa dos Santos.
Abertura do Processo
Após analisar o pedido, a Congregação para a Causa dos Santos emitiu parecer favorável autorizando o início do processo a nível diocesano. Uma missa especial, no dia 17 de maio, irá marcar a abertura do processo. A partir deste ato o candidato já pode ser chamado de Servo de Deus.
Edital
O bispo, ao receber o documento do Nihil Obstat, da Congregação para a Causa dos Santos, emitiu, no dia 11 de março, um Edital, comunicando a todo o Povo de Deus, o desejo de dar início ao Processo Diocesano sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade do Servo de Deus, convidando a todos e aos fieis a dar notícias das quais se possam de qualquer modo conseguir elementos favoráveis ou contrários à fama de santidade do dito Servo de Deus. Esta é a fase em que se encontra hoje o processo do Pe. Aloísio
PRÓXIMOS PASSOS
Instalação do Tribunal
Na diocese é constituída uma comissão histórica que irá investigar os fatos relacionados à vida do Servo de Deus. Um tribunal eclesiástico é instalado na diocese para coordenar a pesquisa e colher os testemunhos. O corpo do Servo de Deus é exumado para comprovar sua existência e os restos mortais são expostos ao público. Terminado o processo diocesano, a documentação é remetida para Roma para análise por teólogos e historiadores. Quando Roma reconhece a biografia do Servo de Deus este passa a ser chamado de “Venerável”.

Beato: Com exceção dos que forem julgados mártires, os candidatos precisam da comprovação de um milagre para ser beatificado.
Santo: Recebido o título de beato é necessário a comprovação de um segundo milagre ocorrido após a beatificação. O Vaticano tem pelo menos quatro anos para investigar. Comprovado o segundo milagre o candidato passa a ser santo. A solenidade de canonização é realizada pelo papa ou delegado e pode ser na cidade de origem do santo ou no Vaticano.

Canonização: Canonização é a sentença definitiva pela qual o papa insere Cânon ou “Catálogo dos Santos” a alguém já proclamado “Bem-Aventurado”. Por meio dela o Sumo Pontífice declara algum Servo de Deus na glória celeste e autoriza que lhe seja prestada veneração pública em toda a igreja.
Oração pela beatificação do Pe. Aloísio Boeing
Ó Pai, todo poderoso, Deus de amor e misericórdia! Vós enviastes o vosso Filho para a salvação do mundo. Na vossa providencia chamastes muitos para continuar a obra de vosso Filho entre eles também o vosso servo Padre Aloísio. Como fiel sacerdote do Coração de Jesus, ele acolhia, aconselhava e abençoava como pai e amigo, procurando conduzir todas as pessoas ao encontro de vosso Filho Jesus Cristo Eucarístico e da Virgem Maria. Atendei-nos, Pai Eterno e ajudai-nos a ser presença de vossa bondade e amor para com nossos irmãos e irmãs e concedei-nos, pela intercessão do Padre Aloísio, a graça que necessitamos. Ó Pai querido, glorificai vosso servo Padre Aloísio como recompensa por todo bem que fez durante a sua longa vida, para o louvor e a glória da Santíssima Trindade. Amém.
* No dia 17 de cada mês, lembrando o dia do seu falecimento, é celebrada a missa na hora da Misericórdia, às 15 horas, na Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Jaraguá do Sul.